quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Desafio da Responsabilidade Compartilhada

Após 21 anos de tramitação no Legislativo Federal foi aprovada em agosto e regulamentada em dezembro de 2010, a Lei 12.305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos), que orienta a solução de um dos mais sérios problemas do país na atualidade: a falta de regras para tratamento das 150 mil toneladas de lixo produzidas diariamente nas cidades brasileiras. Iniciativas de redução, reciclagem e reuso são raras e mais da metade deste lixo é descartado em “lixões”, de forma inapropriada, gerando passivos ambientais e sociais significativos.
O projeto estabelece diretrizes e regras básicas importantes para o setor, dentre as quais se destacam: a proibição da criação e manutenção de lixões; a construção de aterros sanitários licenciados para deposição de rejeitos (resíduos sem qualquer possibilidade de reaproveitamento ou compostagem); proibição de morar, catar lixo ou criar animais em aterros sanitários; além da importação de resíduos de outros países.
A grande inovação trazida pela PNRS é, sem dúvida, a introdução do conceito de “responsabilidade compartilhada”. A responsabilidade pelo ciclo de vida dos produtos passa a ser compartilhada por fabricantes, importadores, distribuidores,  comerciantes, consumidores, governos e gestores dos serviços de limpeza pública e manejo de resíduos sólidos. Neste formato, o problema do lixo é de todos, isto é, sua solução envolve obrigatoriamente toda a sociedade.
Na perspectiva governamental, alguns encaminhamentos são imperativos: o desenvolvimento, implementação e gestão de planos de resíduos nas instâncias estadual e municipal, orientados pelas diretrizes da Política Nacional; o apoio a iniciativas de redução, reciclagem e reutilização de resíduos; a concessão de incentivos à indústria de reciclagem, com prioridade para as cooperativas de catadores e a formação e operação de consórcios intermunicipais para a temática de resíduos.
Os estados e municípios que assumirem estes compromissos de forma efetiva terão prioridade na obtenção de recursos da União para projetos de limpeza pública, coleta e transporte, tratamento e destinação final de resíduos.     
Para o cidadão, a regulamentação da Política Nacional bem como os desmembramentos nos níveis Estadual e Municipal, deverá orientar e exigir atitudes de responsabilidade pós-consumo, como por exemplo, a separação do lixo onde houver coleta seletiva; o acondicionamento adequado para a coleta; o descarte de forma apropriada, respeitando os locais de coleta e os horários de passagem dos caminhões; enfim, contribuições efetivas aos processos de gestão de resíduos, sob pena de punição por desvios e infrações.
Na perspectiva empresarial, as novas regras exigirão adequações operacionais e de conduta. Destaca-se a necessidade de adoção, por parte dos fabricantes, de processos de logística reversa, incluindo coleta, tratamento e destinação ambientalmente adequada de resíduos ou partes inservíveis de seus produtos. Para garantir a conformidade legal e a viabilidade destes processos, as empresas deverão estabelecer acordos setoriais com as instâncias governamentais e rever contratos com fornecedores e clientes para compartilhamento das responsabilidades. Neste contexto destacam-se as indústrias de eletroeletrônicos, de pneus, da construção civil e de embalagens, pelas soluções já implantadas ou pelo grande desafio que irão enfrentar.
A viabilização da “Responsabilidade Compartilhada” passa pela construção de uma visão sistêmica dos processos de planejamento e gestão de resíduos e pela adoção de soluções individualizadas por região e setor produtivo. Diagnósticos e planos participativos, acordos setoriais, parcerias público-privadas, modelos de gestão consorciada e novas tecnologias socioambientais serão instrumentos fundamentais nesta empreitada.
As exigências e incentivos incorporados pela nova lei e seus desdobramentos constituem um grande passo para que o Brasil possa resolver, definitivamente, o problema da produção e do destino do lixo gerado nas cidades. Todos nós nos beneficiaremos destes resultados.

Sucesso a todos e vamos ao trabalho!

(*) Eng. Msc. Anderson Donizete Meira
Diretor técnico da iPlanus Engenharia e Sistemas

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Parceria entre iPlanus e Instituto Brasil consolida processo de inteligência competitiva e inicia prospecção de negócios na área de Saneamento

Depois de diversas pesquisas, modelagens e análises de cenário, a parceria estabelecida entre a iPlanus e o Instituto Brasil (IBRAGEC) entra em uma nova etapa: a de prospecção de oportunidades no setor de saneamento.


A demanda por projetos de saneamento básico é crescente e o setor vem se modernizando, sob a orientação das Políticas Nacionais de Saneamento e de Resíduos Sólidos. Municípios de pequeno e médio porte, que apresentam características socioeconômicas e de infraestrutura muito específicas, vem tendo dificuldade de adoção de modelos prontos, que não se adaptam à sua realidade em termos de processos, pessoas e tecnologias.

Essa é justamente a proposta da iPlanus Tecnologia: oferecer soluções tecnológicas para planejamento e gestão de sistemas municipais de saneamento básico, de forma personalizada e a um custo acessível.

As reuniões começaram a definir o processo  já no mês de julho de 2010.
Na foto, as equipes do Instituto Brasil e da iPlanus.
Para viabilização do processo de Inteligência de Negócios da parceria foram desenvolvidos instrumentos de pesquisa e análise de mercado que contemplam variáveis quali e quantitativas. "É justamente essa composição que se transforma em um elemento inovador: a adoção de processos de tomada de decisão com base em dados mercadológicos consolidados e informações não matematicamente mensuráveis. Técnicas de Branding, Marketing de Precisão e Marketing de Relacionamento estão sendo empregadas", informa o diretor da iPlanus, engenheiro Anderson Donizete Meira.

O projeto está inserido no programa PRIME120 (FINEP/FUMSOFT) aprovado em 2009 pela iPlanusTEC, uma spinoff da iPlanus Engenharia, empresa com 8 anos de atuação no mercado, graduada pela Incubadora de Empresas de Base Tecnológica do CENTEV/UFV e vinculada à Associação ViçosaTEC e ao APL-TI Viçosa.

A pesquisa e análise de oportunidades não são os únicos aspectos inovadores no processo. A parceria estabelecida reforça um novo conceito de prospecção de negócios, gestão e engenharia de vendas: o de aglutinar profissionais, empresas e instituições em um único foco: o reconhecimento e atendimento das reais necessidades do setor de saneamento.

Segundo o presidente do Instituto Brasil, Giovanni Weber Scarascia, a parceria com a iPlanusTEC "proporciona uma visão mais abrangente de captação de negócios pois envolve um mix de ações que vão desde eventos até o contato direto com o cliente em potencial, porém de uma forma estruturada e personalizada".

Fonte: Revista imagem (http://www.institutobrasil.com/revistaimagem/)